Um passeio através das Passages.

Passage des Panoramas

Após citação de trecho publicado em fevereiro de 1857 na revista norte-americana Le Spiritualiste de la Nouvelle-Orléans — artigo com o título Sur les Manifestations Physiques —, Kardec relata um caso ocorrido na própria Paris: na Passage des Panoramas. A passagem é a mais antiga da cidade, tendo sido inaugurada em 1800. A cobertura de vidro e a iluminação a gás tornaram o ambiente acolhedor para os transeuntes e potenciais clientes das diversas lojas e mercados que funcionaram no seu interior.

Passage des Panoramas na atualidade
Passage des Panoramas na atualidade.

Constituindo um dos ícones do século XIX, as passagens cobertas e galerias de Paris inspiraram os modernos shopping centers. Ao longo de nossos estudos vamos conhecer algumas delas.

Palais Royal. Galerie d’Orléans, 13.

Logo no primeiro mês, Kardec refere-se às repercussões de O Livro dos Espíritos na imprensa e no popular, com notícia do jornal Courrier de Paris a 11 de julho de 1857 e a transcrição de correspondências recebidas dos primeiros leitores da obra.

Primeira edição de O livro dos Espíritos, publicada na livraria de Édouard Dentu: Palais Royal, Galerie d'Orléans, 13.
Primeira edição de O livro dos Espíritos, publicada na livraria de Édouard Dentu: Palais Royal, Galerie d’Orléans, 13.

O arquiteto e ilustrador Theodor Josef Hubert Hoffbauer fez uma série de desenhos da Paris à travers les âges. A Brown University dos Estados Unidos gentilmente disponibilizou algumas dessas imagens em seu acervo online. Nos seus desenhos, Hoffbauer registrou o ambiente da antiga livraria Dentu, onde o leitor viria a encontrar a primeira edição de O livro dos Espíritos pelo preço de 3 francos. 1-franc 2 francos Localização? Palais Royal. Galerie d’Orléans, 13.

Galerie d'Orléans em 1840
Galerie d’Orléans em 1840
Boutique do M. Dentu, livreiro, na galerie d'Orléans, em 1829.
Boutique do M. Dentu, livreiro, na galerie d’Orléans, em 1829.

Realmente empolgante! A Wikimedia guarda uma categoria especial com as imagens de Paris disponibilizadas pela Brown University, tornando mais fácil a navegação.

Também o jornal La Chronique Illustrée, em 15 de abril de 1869, publicou interessante gravura do artista E. Ladreyt, retratando à época a livraria Dentu. Acompanhando o desenho, há uma curiosa descrição do ambiente, onde realizavam-se as assinaturas do referido jornal.

La librairie Dentu
La librairie Dentu (bureau de La Chronique Illustrée) par E. Ladreyt.

Remetemos o leitor ao ótimo artigo publicado por Glauco Damas em seu blog: Allan Kardec em Paris — Palais Royal.

Os médiuns julgados

No mês que estamos estudando (janeiro de 1858), Kardec cita um artigo publicado na  Scientific American, 11 de julho 1857, à terceira coluna da sexta página, com o título Cambridge Professors and the Spiritualists. O artigo estava sendo amplamente comentado pelos opositores do moderno espiritualismo. Trata-se de um prêmio de $500,00 (quinhentos dólares) que estava sendo conferido a qualquer médium que demonstrasse em frente a um seleto grupo de pesquisadores de Cambridge algum fenômeno sobrenatural, que desafiasse as leis da ciência conhecida. Inclusive as irmãs Fox se submeteram ao teste. Os resultados e as considerações não poderiam ser melhor registrados por nós do que já o foi pelo insigne codificador da Doutrina Espírita.

Além do referido artigo, a edição da Scientific American traz interessantes notícias acerca de patentes e inventos da época, nos envolvendo no contexto do século XIX.

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